Para auxiliar a criação de um Estado livre para a Palestina, surgiu a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Essa organização foi criada em 1964 e era liderada por Iasser Arafat. Com a ocupação de Israel no território palestino, esses passaram a se refugiar no Líbano e a atacar aquela região. A partir de 1972, Israel passou a atacar o Líbano como represália dos ataques realizados. A OLP passou a utilizar o terrorismo e Israel continuou se armando com a ajuda de diversos países.

A resposta para a Guerra dos Seis Dias ocorreu no ano seguinte durante o feriado judeu denominado Yom Kippur (Dia do Perdão). O Egito e a Síria atacaram o país, que revidou e conseguir vencer. Atualmente, milhares de pessoas vivem nos assentamentos situados nas áreas ocupadas por Israel.

Intifada

Durante os anos 80, os conflitos entre essas nações não avançaram muito. Pelos árabes, iniciou-se a intifada, uma revolta que ocorreu em Gaza devido ao atropelamento com um caminhão israelense, ocorrido em 1987, que matou palestinos. Rapidamente, a rebelião cresceu e a repressão por Israel foi implacável. Após o ocorrido, conflitos entre essas partes são frequentes.

No início da década de 90, foi eleito um novo Primeiro Ministro de Israel, Itzhak Rabin, que passou a negociar a paz entre os dois países. Do outro lado, o líder Arafat também demonstrava interesse em uma conciliação. Com isso ocorreu uma reunião em Oslo, em 1993 e foi estabelecido que Israel devolveria a Faixa de Gaza e Jericó, situado na Jordânia. A devolução iria acontecer gradualmente. Esse acordo não agradou aos opositores de Arafat, que desejavam que Israel devolvesse mais terras.

Em novembro de 1995, Itzhak Rabin foi assassinado, em Tel Aviv, por um estudante judeu que pertencia a uma organização paramilitar. Ocorreu a eleição de um novo primeiro ministro, era Benjamin Netanyahu, que não conseguiu prosseguir com os acordos de paz. Com as eleições ocorridas em 1999, Ehud Barak, que pertencia ao Partido Trabalhista, retomou as negociações de paz. A maior dificuldade, no entanto, era estabelecer o destino da cidade de Jerusalém, que é importante para as duas partes desse conflito.

A situação entre os dois países ficou mais complicada quando o líder do Partido Conservador, Ariel Sharon, compareceu à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém. Esse fato causou uma nova intifada. Ataques e revoltas recíprocas ocorriam com mais intensidade entre palestinos e israelenses. A situação complicou-se quando Ariel Sharon se elegeu Primeiro Ministro de Israel, em 2001.

O que ficou estabelecido, após as eleições, era que o acordo de paz só seria discutido quando a intifada terminasse. Posteriormente, grupos extremistas (como o Hamas e o Hezbolah) têm atacado os judeus de forma cada vez mais cruel, com uso de homens bombas. Como resposta, Israel tem revidado e alguns ataques chegam a atingir civis. Além disso, os israelenses construíram um muro para manter suas cidades separadas de casas palestinas.