Guerra do Golfo

Durante as décadas de 80 e 90, o Iraque passava por uma crise devido ao baixo valor do petróleo. O país achava que a culpa era do Kuwait, porque os iraquianos acreditavam que eles haviam vendido suas cotas de petróleo por um preço acima do estipulado pela OPEP (Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo). Por causa disso, o Iraque invadiu o Kuwait. Como muitos países compravam esse produto do daquele país, todos temeram que os conflitos pudessem aumentar o seu valor. A ONU estabeleceu um prazo para que Saddam Hussein retirasse suas tropas da região.

Em 1991, após o não cumprimento de retirada pelo Iraque, os EUA deram início à operação denominada Tempestade no Deserto. Essa operação durou seis semanas, tendo como consequências a desocupação do Kuwait e o país recebeu sanções da ONU.

Guerra do Afeganistão

Durante o século XX, o país sofreu com diversas ditaduras e após problemas como o Paquistão, ele se aproximou da União Soviética, que lhe deu apoio. Posteriormente, o país se aproximou dos EUA e teve como resposta um ataque soviético para ocupá-lo. Com a eleição de Mikhail Gorbatchev, em 1985, a Rússia passou a ter menos gastos com os militares e favoreceu o avanço de grupos como o Taleban, formado por estudantes.

O Taleban conquistou o poder em 1996 com a eleição de Mohammad Omar, que tinha o objetivo de retirar qualquer modernidade do país. Nesse governo, o terrorista Osama Bin Laden passou a viver no Afeganistão. Ele criou o grupo da Al Qaeda que, com o intuito de proteger os povos muçulmanos das tentações ocidentais, determinou que os EUA seriam seus inimigos. Esse grupo atacou os Estados Unidos diversas vezes; porém, o maior ataque ocorreu do dia 11 de setembro de 2001. Terroristas sequestraram aviões comerciais nos EUA, que bateram nas Torres Gêmeas do World Trade Center, no edifício do Pentágono e outro avião que caiu na mata.

Osama Bin Laden foi executado pelo Exército americano, no dia 02 de Maio de 2011, em uma ação militar aliada ao governo do Paquistão. O líder da Al Qaeda se encontrava em uma casa totalmente protegida, na cidade de Abbotabad, próxima à capital do Paquistão, Islamabad. Foram utilizados, na operação, cerca de quatro helicópteros e um pequeno contingente com apenas soldados dos Estados Unidos.

Além de Osama, morreram uma mulher e mais três homens, sendo que, um deles, era filho do terrorista mais procurado do mundo. Um exame de DNA foi realizado para comprovar que o corpo era realmente dele. Segundo as autoridades americanas, o corpo foi jogado ao mar, respeitando-se as tradições islâmicas.

Pela primeira vez, o país mais poderoso do mundo havia sido atacado daquela forma em solo americano. Milhares de pessoas morreram, o que levou a uma reação americana que exigia a entrega de Osama Bin Laden. Não tendo nenhum posicionamento, o Afeganistão foi atacado e várias regiões do país foram completamente destruídas. O governo Taleban foi deposto e a Aliança do Norte (grupo formado pelos tadjiques, uzbeques e hazaras) assumiu o comando.

Ainda em 2001, foi realizada uma conferência, conhecida como Acordo de Bonn, que visava estabelecer os rumos da reconstrução do país. Com o acordo, também foi estabelecida a criação da Força de Assistência e Segurança Internacional. Milhares de civis e soldados de vários países já morreram nessa guerra que ainda não tem previsão para terminar.

Invasão do Iraque

A invasão do Iraque foi justificada com a alegação de que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa. O conflito teve início em 2003, com a invasão do país feita pelos EUA. Obteve o apoio da Espanha, Itália, Austrália, Inglaterra e Polônia. Os EUA também obtiveram o apoio da população, que acreditava que atacar preventivamente seria melhor. Porém, quando os militares chegaram à capital iraquiana, não encontraram Saddam Hussein.

O ex-líder do Iraque foi encontrado naquele mesmo ano, escondido em uma passagem subterrânea. Ele foi julgado por crimes à humanidade e por tentativa de assassinato. Foi condenado e enforcado posteriormente. Os Estados Unidos pretendiam atacar o país de forma rápida, mas com os ataques constantes de rebeldes, a guerra continua a causar mortes e baixas no exército americano. Além disso, o confronto já gastou milhares de dólares e ainda não acabou.

Árabe-Israelense

O conflito que ocorre entre os israelenses e palestinos é um dos mais importantes do Oriente Médio. Os principais motivos para tantos problemas são as diferenças culturais e a disputa de terras entre essas duas nações. Além disso, devem ser levados em conta os interesses econômicos e políticos nessas regiões.

Guerra dos Seis Dias

Em 1967, Israel invadiu a Faixa de Gaza, a península do Sinai, a Cisjordânia e as colinas de Golã, na Síria. Essa guerra, que teve duração de seis dias, mudou a relação do país com seus vizinhos e deu um novo caminho para o problema da palestina. Antes do conflito, o Egito interrompeu o Estreito de Tiran. Essa decisão fez com que Israel não pudesse ser abastecido pelo Mar Vermelho.

No dia 05 junho daquele ano, o exército israelense começou a guerra em direção à fronteira com o Egito e a Síria. A Jordânia atacou cidades israelenses, como Jerusalém e Tel Aviv e, por isso, o Estado de Israel invadiu a Cisjordânia. A guerra acabou no dia 10 daquele mês e o país passou a ter como território a Cisjordânia,o leste de Jerusalém, as Colinas de Golã, monte Hermón (que fazia parte do território da Líbia e da Síria), a Faixa de Gaza e o Sinai.

Guerra do Líbano

O Líbano conseguiu se libertar da França em 1945 e sofre diversos problemas com conflitos e guerras civis. De um lado, se encontram os muçulmanos (xiitas e sunitas) e, do outro, estão os diversos grupos cristãos (formado por maronitas armênios católicos, etc.). Em 1975, esse país era democrático e tinha em sua capital, Beirute, um grande centro econômico e bancário no Oriente Médio. O problema do Líbano era os vários grupos étnicos que habitavam a região e o poder que os cristãos obtinham em detrimento dos muçulmanos.

Esse país recebeu vários refugiados do Líbano. Sendo assim, os cristãos buscavam a expulsão dos palestinos e a continuação deles no poder. A guerra civil começou dividindo a região em druso-muçulmana, com o apoio da OLP e a Aliança Maronita de Direita. O exército do Líbano ficou fragmentado, deixando o governo enfraquecido. A violência passou a ser mais recorrente e, em 1976, a Síria invadiu o país. Os sírios começaram a conquistar vários territórios, devido a suas alianças com vários grupos libaneses. Com a Síria no país, tropas de diversos países foram para essa região.

Ainda naquele ano, foi realizado Encontro de Riad que fez com que a Síria restabelecesse contatos com a PLP e saísse do Líbano. Foi designada uma comissão para que se avaliasse a paz naquela região. Porém, a situação foi alterada quando o líder druso, Kamal Jumblatt foi assassinado. Devido ao fato, os combates voltaram a ocorrer na região. Em 1982, Israel conseguiu invadir o país e consegue chegar à capital. Depois de dois meses de conflitos, a OLP se retirou da capital e depois ela saiu do país.

Em setembro de 1982, Israel autorizou que cristãos libaneses invadissem campos de refugiados palestinos e matassem a população civil. Essa ação ocorreu em resposta à morte do presidente Bachir Gemayel. Após a chacina, os EUA mandaram tropas para o local e se retiraram em 1984. Um ano depois, as facções militares libanesas (milícia drusa, milícia Amal e a Falange) assinaram um cessar-fogo. Esse acordo não foi assinado pelo Hezbollah, um grupo radical xiita, pela Murabitun e algumas partes cristãs.

Em 1989, foi assinada, na Arábia Saudita, uma carta de reconciliação nacional, que havia sido aprovada por países árabes, EUA e França. A carta estabelecia um governo com muçulmanos e cristãos e as milícias desarmadas. Mas, Michel Aoun, um general da base cristã, não aceitou a decisão e se proclamou como presidente da República. No ano seguinte, ele acabou exilado na França com a ajuda da Síria. O país passou a manter seu exército no Líbano e as milícias começaram a ser desarmadas.

Na região sul, os conflitos ainda continuaram com a atuação dos guerrilheiros do Hezbollah que atacaram Israel. Os israelenses realizaram ataques aéreos e, em 1998, pretendiam atender determinações da ONU para se retirar da faixa no sul do Líbano.

Conflito Irã-Iraque

O conflito entre Irã e Iraque começou em 1980 e o principal motivo para essa guerra foram as diferenças religiosas e a presença dos Estados Unidos na região do Oriente Médio. Até o ano de 1979, o Irã era um importante aliado dos EUA no Oriente Médio. Foi nesse período que ocorreu a Revolução Islâmica, no Irã, com a retirada do Xá Reza Pahlevi. Após a revolução, o país se tornou uma ditadura fundamentalista islâmica, com a defesa da revolução e críticas aos antigos aliados americanos.

Com a perda de sua aliança e das reservas de petróleo que havia no Irã, os Estados Unidos decidiram se aproximar do Iraque e de seu novo líder, Saddam Hussein. O conflito teve início por causa da passagem Chatt-el-Arab, que levou o Iraque ao Golfo Pérsico para que o petróleo fosse levado do país. Esse canal era controlado pelo Irã, mas podia ser utilizado pelo Iraque sem maiores problemas. Porém, o líder iraquiano queria o total controle do local e após a recusa do Irã, as tropas iraquianas invadiram o país destruíram a refinaria de Abadã, a maior da época.

A partir do que aconteceu, os dois países passaram a se atacar, matando milhares de soldados e população civil. O Iraque recebeu o apoio dos Estados Unidos e de países pertencentes ao Oriente Médio, que temiam o crescimento do fundamentalismo islâmico, o qual crescia em solo iraniano. O fim da guerra aconteceu em 1988, pois eles aceitaram uma sugestão das Organizações das Nações Unidas. O Irã deixou de ser uma ameaça e o Iraque passou a não ter mais o apoio americano.